As milícias assumiram o controle de Rio de Janeiro

A situação do Rio é realmente muito ruim, e a solução apresentada – a intervenção federal de cunho militar – é apenas mais uma oportunidade de boas fotos para jornais e TVs. Crimes como assassinatos e roubos de cargas cresceram neste período, exatamente como nos últimos anos de ação das Forças Armadas. Por Cecília Olliveira, Maria Isabel Couto, Renata Hirota e Sérgio Spagnuolo em... Continue lendo →

O Judiciário deve ouvir a voz das ruas?

Motivar uma decisão com base em opinião pública, além de inadequado, arrogante e arbitrário, é uma forma velada de o decisor constranger seus revisores, aumentando o custo de oportunidade das Cortes superiores na aplicação do direito. Afinal, qualquer revisão do entendimento conforme as pressões populares joga a Corte revisora em desgraça. Por Daniel Mitidieri de Oliveira e... Continue lendo →

O general falastrão e a esquerda imóvel

A mensagem do comandante Villas Boas é um desafio à democracia, que põe em xeque o STF e atola em lama o próprio Exército. Mas onde está a possível resposta? Por Antônio Martins em Outras Palavras. Que falta faz Leonel Brizola. Em agosto de 1961, ele governava o Rio Grande do Sul quando dois generais... Continue lendo →

Boaventura: o Colonialismo e o século XXI

As novas formas de colonialismo são mais insidiosas porque ocorrem no âmago de relações sociais, econômicas e políticas dominadas pelas ideologias do anti-racismo, dos direitos humanos universais, da igualdade de todos perante a lei, da não-discriminação, da igual dignidade dos filhos e filhas de qualquer deus ou deusa. O colonialismo insidioso é gasoso e evanescente,... Continue lendo →

Como enfrentar o sangue dos dias

Este não é apenas um momento de brutalidade extrema no Brasil. É também um momento de potências emergindo. E começos de alianças até então impensáveis. É preciso perceber onde estão as possibilidades – e fazer frente àqueles que, diante da democracia corrompida do país, avançam sobre os corpos humanos. Por Eliane Brum em El País. Este não é... Continue lendo →

Não deixe que a política radical de Marielle seja explorada ou apagada, como o Fantástico tentou fazer ontem à noite

A Globo pôde ver que a reação ao assassinato de Marielle vinha crescendo e se fortalecendo, indo em direções que deixam as elites brasileiras profundamente desconfortáveis. A cobertura que vimos ontem no Fantástico foi a tentativa da Globo de retomar o controle da narrativa. A mensagem do Fantástico foi tão óbvia quanto foi detestável: “agora... Continue lendo →

Na hora que isto aqui explodir, Ruanda vai ser pouco

“Terror? Niemals. Es ist Sozialhygiene. Wir nehmen diese Individuen aus dem Umlauf, wie ein Mediziner einen Bazillus aus dem Umlauf nimmt.” [Trad. “Terror? Jamais! Isso é higiene social. Nos retiramos esses indivíduos de circulação, como um médico retira um bacilo de circulação.”] – Benito Mussolini, apud Joseph Goebbels, citado no artigo “Der Jude”, in Der... Continue lendo →

Não é só Marielle: conheça mais 24 casos de lideranças políticas mortas nos últimos quatro anos

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) na noite desta quarta-feira (14/03) acendeu o alerta para uma realidade chocante: desde 2014, outros 24 líderes comunitários, ativistas e militantes políticos foram mortos em diferentes regiões do Brasil. Por Haroldo Ceravolo Sereza e Rafael Targino em Opera Mundi O historiador Fernando Horta, doutorando na Universidade de Brasília, reuniu... Continue lendo →

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